Tudo que quero

30 de agosto de 2010

Comentário

Esse é mais um texto que fiz em homenagem a uma linda canção. Dessa
vez, o privilegiado, ou não, sei lá. Foi José Augusto. Eu estava ouvindo
a música “Fui Eu”, cujos autores, sinceramente, nem sei quem são e, é
claro, deixo o desafio para os visitantes e, o jeito, foi escrever tudo
que meu coração sentiu ao prestar atenção, como nunca, naquela música.
Então, vamos a ao resultado de minhas divagações.

TUDO QUE QUERO

É mais um dia que se encerra a espera de ti. É mais um sonho que adormece,
sem que eu possa realizar.
Meu coração cansado reclama seus braços, meu porto seguro, a paz que
preciso.
Minha alma sofrida quer sentir Você perto, compartilhar emoções, construir
algo novo e sincero.
Sofro por sua ausência, sofro por não te alcançar.
Luto enquanto houver forças, tento ultrapassar as barreiras… Medos e
dúvidas que me separam de Você. Você que dispensa palavras, Você que é tudo que
quero!


Maio/1992

Copyright: (EDA, dezenove de setembro de dois mil e oito)

Um abraço

Rosani

Se eu fosse um soldado

25 de agosto de 2010

Comentário

Esse é mais um de meus poemas ingênuos que fiz no tempo em que
estava no Ensino Fundamental. O tema, era “O Dia do Soldado”. Claro, o
jeito foi, mais uma vez, escrever uma poesia, falando do Soldado.
lógico, vão encontrar no texto toda a minha ingenuidade frente à vida na ocasião
e o sonho desesperado, que ainda habita meu ser, de ver a Terra em paz
se transformar. Não consigo entender, como e por que, os homens
conseguem criar tantas guerras, serem tão violenttos e matarem pessoas
por coisas injustificáveis. Não que eu pense que matar seja algo que
tenha justificativa, mas… Em defesa da vida, ou de outras pessoas,
pode ser que, qualquer pessoa seja capaz de um ato tão sórdido, quanto
tirar a vida de alguém. Nossa! Acho que falei demais. É que ando
meio assustada com a onda de violência que vem acontecendo no contexto
atual. Sobretudo, contra a mulher…

SE EU FOSSE UM SOLDADO

Se eu fosse um soldado,
Lutaria sem parar,
Para um dia ver a Terra
Em paz se transformar.

Minha força e minhas armas
Usaria com precisão,
Para ver a harmonia
Desse povo da Nação.

O soldado que trabalha
Vai lutando sem cessar,
Defendendo sua Pátria,
Sempre que ela precisar.

Quando parte para a guerra,
Deixa sempre uma saudade,
Mas espera que na volta
Traga amor e felicidade.


Agosto/1986

Copyright: (EDA, dezenove de setembro de dois mil e oito)

Um abraço

Rosani

Você não sabe

24 de agosto de 2010

Comentário

Aqui, vão encontrar mais um texto que fiz em retribuição a uma
música. A canção é bem mais antiga que o texto e é interpretada por
Roberto Carlos. Com o nome “Preciso Chamar Sua Atenção”, a música passa
a idéia de alguém que faz de tudo para despertar a atenção do ser amado,
mas… Pelo jeito, não adianta nada. Então, como eu sempre fui uma
pessoa que se sentia meio à margem da História, resolvi incorporar
aquela letra e escrevi um poema todo apaixonado para um personagem que,
de verdade, e, somente para “variar”, nem existia. De qualquer forma,
gostei do resultado. Afinal, eu estava começando a mudar meu estilo de
escrever e deixando de ser tão ingênua na maneira de me expressar.

VOCÊ NÃO SABE

Quando desperto, te sinto presente, um sonho na mente, meu Sol a brilhar…
Te busco nas flores, em tudo que é belo, sentimento sincero, que me faz
sonhar.
Meu momento é ausência, minha vida é saudade. Ausência de Você, saudade
de viver…
Por que não entende que guardo um segredo? Por fuga ou por medo, não te
deixo saber que o que sinto é sincero e anima meu ser.
Quando me toca, e nem se toca, uma inexplicável emoção se apossa de mim,
trazendo paz e revitalizando a emoção.
Meu sorriso parece brilhar, mas Você não vê.
Tento chamar sua atenção, Você nem percebe!
Só queria te fazer feliz, mas Você não sabe.


Março/1992

Copyright: (EDA, dezenove de setembro de dois mil e oito)

Um abraço

Rosani

Vontade de poesia

20 de agosto de 2010

Comentário

Quem escreve, ainda que não goste muito de admitir, tem uma terrível
mania, escrever sobre tudo que sente vontade de realizar e sobre tudo que
gostaria de poder viver. Foi assim que, ao escrever esse texto, decidi
falar sobre um monte de coisas que eu queria que acontecesse em minha
vida e sobre tantas outras que, como os que já passaram por aqui, sabem
que eu amo. Desse jeito, nasceu uma espécie de poema que expressa, de
verdade, o sonho de ser feliz, ter paz e, é claro, um grande amor. Que
bom que, esse, eu já encontrei!… Contudo, eu não tenho vergonha de
admitir que, muitas vezes, gosto mesmo de escrever sobre meus sonhos.
Nisso, acho que sou um pouco diferente de alguns colegas que gostam de
compartilhar sentimentos com o papel…

VONTADE DE POESIA

Vontade de poesia…
Vontade de ser,
Um querer.
Um lugar,
Uma praia,
Um pôr do Sol,
O mar,
A Lua,
O céu,
As estrelas,
A natureza.
Uma música,
Um encontro,
Um encanto,
Um amor.
Desejo e prazer.
Sede de vida,
Coração em festa,
Corpo livre,
Alma liberta.
Felicidade!…
Quem não sonha?
Quem não deseja?
Quem não imagina?
Que bom seria
Viver essa cena,
Escrever esse poema,
Realizar essa história.


Janeiro/2002

Copyright: (EDA, dezenove de setembro de dois mil e oito)

Um abraço

Rosani

Isabela

17 de agosto de 2010

Comentário

É! O tempo realmente passa. Hoje, faz vinte anos que a minha querida
sobrinha Isabela nasceu. Como eu queria ser capaz de traduzir em
palavras tudo que sinto por ela. Afinal, diferente dos outros sobrinhos,
dela, não gosto como sobrinha, a amo como se fosse uma espécie de irmã
temporona, daquelas que nascem quando os irmãos já são todos adultos.
Somos amigas, de certa forma cúmplices e, por incrível que possa
parecer, encontro dificuldades para dizer tudo que sinto por esse ser
tão querido e especial em minha vida!… Então, o jeito é dizer:
Isabela, nunca se esqueça, independente de qualquer coisa e, a cima de
tudo, você tem uma tia que a ama e com quem pode contar!… Te amo
muito!… Acho você uma das pessoas mais autênticas que conheço e,
saiba, ser o que somos é o que de melhor podemos ser nessa vida… Nem
sei se conseguiu acompanhar esse meu raciocínio tão complexo. Mas,
conhecendo a tia maluca que tem, como conhece, acho que conseguiu sim,
acompanhar essas minhas divagações, né? Beijos e um FELIZ ANIVERSÁRIO!!!
Tia “Zaninha”

ISABELA

Bela! Bela é a manhã que nasce,
O Sol que surge no horizonte,
Os pássaros que anunciam
Que tudo vai recomeçar.

Bela é a vida que surge,
A flor a desabrochar,
É o fruto da árvore forte
Que alimenta o nosso sobreviver.

Bela é a criança chorando,
É o amor que se faz renascer.
Bela é você Isabela,
Com seu jeito tão puro,
Ensinando e aprendendo a amar.


Agosto/1990

Copyright: (EDA, dezenove de setembro de dois mil e oito)

Um abraço

Rosani

Na contra-mão

14 de agosto de 2010

Comentário

Sempre me senti uma pessoa, digamos assim, meio fora de contexto. Um
ser desconectado, alguém anacrônico mesmo. Acho que meus valores não se
coadunam com os do mundo em que estamos inseridos, sei lá. O fato é que
sempre estranhei muito as pessoas, os valores desse contexto, enfim, eu
acho mesmo é que estranho, inclusive, a mim mesma. Então, um dia,
quando ouvia Antônio Marcos interpretar, divinamente, a música “Quem dá
Mais” de Beto Suryan, eu me senti a personagem de que a canção fala. Com
isso, acabei de ouvir e, é claro, deixei a emoção fluir e, desse
momento, nasceu, sinceramente, um de meus poemas de que mais gosto e um
dos que mais me traduz como ser humano. Espero que gostem dele. Para
mim, é mais um de meus chamados autobiográficos.

NA CONTRA-MÃO

Na contra-mão do mundo,
leio poesia,
ouço canção,
vivo o dia.
Na contra-mão do tempo,
sinto o Sol,
olho as estrelas,
vejo a Lua.
Na contra-mão da história,
estranho o computador,
resisto ao pragmatismo,
insisto em falar de amor.
Na contra-mão da realidade,
gosto de ouvir,
sei calar,
posso sonhar…
Na contra-mão do corpo,
insisto em viver,
não sei desistir,
só sei querer.
Na contra-mão de tudo,
sou pura emoção,
respiro liberdade,
sou inteira coração.


Agosto/2002

Copyright: (EDA, dezenove de setembro de dois mil e oito)

Um abraço

Rosani

Realidade

7 de agosto de 2010

Comentário

Exagerar é coisa de quem escreve mesmo. Nesse texto, eu falo da
frustração em não ter conseguido, ainda, realizar muitos de meus sonhos,
da decepção de não ter um amor e, é claro, falo que o perdi, como se o
tivesse tido mesmo. Sempre exagerando e colocando uma ênfase na dor
que, sinceramente, não sei como eu era capaz de fazer isso com apenas
vinte e cinco anos. Ainda bem que isso passa e que, momentos difíceis,
são superados.

REALIDADE

Eu queria não ver o que vejo, nem tampouco sentir o que sinto.
Eu queria ser jovem ainda e capaz de criar fantasias…
Eu queria o amor que perdi e os sonhos que não realizei.
Eu queria um amor verdadeiro e busquei encontra-lo em alguém.
Eu sonhava… E o tempo passou, deixando as marcas no ser.
Eu desperto sozinha no mundo, procurando os frutos que plantei…
Eu construo um novo caminho, semeando o que de bom não perdi.


Junho/1991

Copyright: (EDA, dezenove de setembro de dois mil e oito)

Um abraço

Rosani

Sempre

2 de agosto de 2010

Comentário

Eu não tenho muita certeza, mas acho que, nesse texto, eu tentei
expressar o que eu penso que sejam as emoções que, de verdade, ficam
para sempre. É que, na semana em que escrevi o texto, meu querido e
inesquecível Avô, havia sofrido um infarto e, graças a Deus, escapou e, o
que é ainda melhor, sem sequelas. Eu acho que fiquei pensando no medo
da perda e decidi falar no que não podemos esquecer… Também não posso
negar que estava um pouco deslumbrada por ter aprendido a escrever em
versos que rimam o primeiro com o segundo e o terceiro com o quarto. a
chamada forma: “A, A, B, B”. E, com isso, saiu um poema enorme. Espero
que gostem. É dos mais ingênuos que já escrevi, mas, tem seu valor…

SEMPRE

Sempre é o momento
Que fica no pensamento,
Que escreve em nossa história
O que não nos sai da memória.

Sempre é a criança nos braços,
Que busca através de seus passos
O sonho de um mundo melhor,
Com flores ao seu redor.

Sempre é o momento perfeito
Em que bate dentro do peito
O coração emocionado
Ao sentir que está apaixonado.

Sempre é aquela alegria
Que faz com que o dia-a-dia
Seja pleno de pura emoção
E otimismo em nossa vibração.

Sempre é saber caminhar,
É encontrar o lugar
Onde os sonhos e a realidade
Se transformem em felicidade.

Sempre é o amor que sentimos
E só assim conseguimos
Um mundo melhor pra viver,
Com os frutos que iremos colher.


Novembro/1990

Copyright: (EDA, dezenove de setembro de dois mil e oito)

Um abraço

Rosani

Sempre indo embora

27 de julho de 2010

Comentário

Minha vida sempre foi marcada por mudanças bruscas. Quando eu estou
me acostumando com alguma coisa, pronto. Já tenho que mudar de novo e
começar tudo outra vez. Não sei por que isso acontece comigo, mas… De
fato, sempre foi assim. E, agora, sinto que sopram novos ventos de
mudança e de outro recomeço de tudo em minha existência. O que espero, de
verdade, é que eu nunca perca essa força e a capacidade de, sempre,
querendo ou não, me adapitar ao que a vida me oferece de novo e, na
maioria das vezes, sem que eu tenha outra escolha. Foi por isso que, um
dia, pensando nessas mudanças, escrevi esse texto que vão ler.

SEMPRE INDO EMBORA

Que vida é essa, que não entendo.
Que mundo é esse, que não me cabe.
Que tempo é esse, que tudo leva…
História de muitas histórias,
De sonhos e desilusões,
De fins e de recomeços.
É assim que vivo.
Mal chego, tenho de ir.
Mal conheço, já tenho de esquecer.
Mal me acostumo e muda tudo outra vez.
Sempre indo embora,
Estou sem abrigo,
Sem paz,
Sem um porto.
Sempre indo embora,
Me perco,
Me procuro
E não me encontro.
Não encontro nada!…
E sobrevivo,
Sempre indo embora.


Junho/2001

Copyright: (EDA, dezenove de setembro de dois mil e oito)

Um abraço

Rosani

Frio como os ventos do sul

26 de julho de 2010

Comentário

Como já contei por aqui, tive um amor não correspondido quando era
bem jovem ainda. Contudo, o que mais me doía, na época, não era o fato
de ele não corresponder aos meus sentimentos, era a maneira com que ele
descuidava, inclusive, de uma amizade sadia e bonita que, para mim,
existia entre nós. Então, quando ele se mudou daqui para Santa Catarina,
claro, eu senti muita falta dele. Já nem sabia se como amigo ou se como
o frustrado amor que não deu certo. Mas o fato é que ele, nessa
distância toda, não dava notícias, não escrevia e agia como se eu e
todos os amigos que deixou por aqui fizessem parte do passado. Sei lá
por que fez isso. Mas, para não fugir à minha tradição, um dia, resolvi
escrever um texto, tentando traduzir o que estava sentindo com aquela
distáncia toda dele. Então, decidi parafrasear um livro lindo que conta
um romance alemão, nos tempos em que a Alemanha estava dividida. O livro
se chama “Quente como o Vento das Estepes”, mas para a atitude dele, eu
não tinha outro título a dar que não fosse esse: “Frio Como os Ventos do
Sul”… O que eu ainda não sabia era que, um dia, eu iria pensar que,
apesar do frio, os ventos do sul me trariam um novo sentido para a minha
já tão monótona existência. Foi justamente no sul, não em Santa
Catarina, mas no Rio Grande, que encontrei o grande amor da minha
vida!… E, só não escrevo um texto com o título: “Quente Como os Ventos
do Sul” porque sei, se já tenho fama de meio maluca, isso iria confirmar
essa suspeita de muitos…

FRIO COMO OS VENTOS DO SUL

É manhã!
O Sol parece traduzir o que sinto,
Com seus raios, sua força,
Tenta vencer o frio que ao soprar desperta.
Caminho entre as imagens,
Numa paisagem de cores vivas, sem vida.
Busco encontrar forças,
Achar a saída, sem sair do lugar…
Respiro a liberdade e me sinto aprisionada.
Falta uma parte,
Que parte a cada dia
Em que o tempo aumenta a distância…
Frio como os Ventos do Sul,
Um sentimento se perde,
Em cada dia, esperança que adormece,
Em cada despertar com sabor de saudade.


Maio/1993

Copyright: (EDA, dezenove de setembro de dois mil e oito)

Um abraço

Rosani